Retratos da Família Brasileira, Quando a luz chegar e Espírito Santo em P&B - Centro Cultural da Justiça Eleitoral, dentro do FotoRio 2009

Mostra Retratos da Família Brasileira é destaque da programação de junho no Centro Cultural da Justiça Eleitoral, dentro do FotoRio 2009
FotoRio na Casa da Cidadania apresenta também as exposições Quando a Luz Chegar... e Espírito Santo em Preto e Branco
Fotos da família imperial. A intimidade da casa de ex-presidentes. O retrato de uma índia nua em sua aldeia. E a mesma índia depois, vestida e sorridente, aos pés do Cristo Redentor, no Rio de Janeiro. Crianças, avós, pais. Registros fotográficos de brasileiros através dos tempos formando um panorama da sociedade do nosso país é o mote da mostra Retratos da Família Brasileira, destaque da programação de junho do Centro Cultural da Justiça Eleitoral.
Além dessa, outras duas exposições vão ocupar o CCJE de 25 de junho a 2 de agosto, em parceria com o evento FotoRio 2009: Espírito Santo em Preto e Branco e Quando a Luz Chegar.... Essas mostras especiais montadas no Centro Cultural foram batizadas pelo curador Milton Guran como FotoRio na Casa da Cidadania.
Retratos da Família Brasileira foi produzida exclusivamente para o CCJE, valorizando o perfil do prédio histórico e da curadoria da Fundação Padre Anchieta, responsável pela programação. A exposição apresenta 96 fotografias em um panorama da representação da família brasileira desde o início da era do retrato fotográfico até os nossos dias. Conta também com um vídeo produzido pela LABHOI – Laboratório de História Oral e Imagem da UFF.
Com duração de dez minutos, o vídeo tem a direção de Ana Maria Mauad, roteiro e realização de Ana Paula Rocha e pesquisa de imagem de Katharina Essus. Está organizado em três módulos (cronologias de famílias em linhas do tempo; a montagem da árvore genealógica das famílias brasileiras e o mosaico das famílias) e conta com mais de 200 imagens sem sonorização.
A exposição foi concebida a partir de um eixo cronológico, compondo um perfil do povo brasileiro, desde os barões do café – imortalizados pelos retratos do século XIX – até as camadas de baixa renda do século XXI, retratadas por elas mesmas. São assim valorizadas as diversas origens culturais e nacionais do povo brasileiro, contemplando a família indígena, as de origem portuguesa e africana, além das formadas a partir das várias vagas imigratórias mais recentes, principalmente italianos, alemães, poloneses, portugueses, japoneses, sírios, libaneses e judeus. Concebida por Milton Guran, Retratos da Família Brasileira conta também com a curadoria da historiadora Ana Maria Mauad e do fotógrafo Pedro Karp Vasquez.
“O Centro Cultural da Justiça Eleitoral tem a vocação de criar o debate e a reflexão em torno da sociedade brasileira, sua história e sua realidade hoje”, diz o curador Milton Guran. “A seleção que estamos fazendo dos retratos das famílias brasileiras vai construir um retrato dessa sociedade e pode gerar interessantes reflexões sobre nossa própria identidade”.
Retratos da Família Brasileira expõe 76 fotografias provenientes de álbuns de 16 famílias, desde o século XIX até os dias de hoje; 13 fotos autorais (Fifi Tong, Hilton P. Silva, Januário Garcia, João R. Ripper, João Urban, Leopoldo Plentz, Maurício Théo, Rosa Gauditano, Tadeu Vilani, Walter Firmo, Elisângela Leite e Ratão Diniz) e nove imagens dos acervos do Museu Imperial, Arquivo Grão-Pará, Museu do Índio (Comissão Rondon), Fiocruz e FGV.

A riqueza étnico-cultural do Espírito Santo e uma nova mostra dentro da programação do Ano da França no Brasil

Espírito Santo em Preto e Branco compreende 37 fotos de Rogério Medeiros em preto e branco, representando o mosaico étnico-cultural do Espírito Santo, aqui tomado como uma síntese emblemática da cultura brasileira. Da infância à morte, duas histórias se entrelaçam para compor uma única, a partir das comunidades de negros quilombolas do norte do Estado cotejadas com as de descendentes europeus das montanhas do sul, espelhando igualdades em povos aparentemente tão distantes e distintos.

Já a mostra Quando a Luz Chegar... faz parte da programação oficial do Ano da França no Brasil e documenta a chegada da energia elétrica em vários municípios do Estado do Rio de Janeiro entre 2004 e 2008, dentro do programa ‘Luz para todos’ do Governo Federal. São apresentadas situações cotidianas antes da chegada da energia elétrica e depois, com as transformações de conforto dessa nova modernidade. Esta exposição conta com 41 imagens do fotógrafo francês Eric Garault e tem o apoio da Aliança Francesa.


O FotoRio 2009
Este ano, o Centro Cultural da Justiça Eleitoral fará parte do circuito de exposições FotoRio 2009 - Encontro Internacional de Fotografia do Rio de Janeiro -, evento que visa valorizar a fotografia como bem cultural, dando visibilidade aos grandes acervos e coleções públicas e privadas e à produção fotográfica contemporânea brasileira e estrangeira. Além de exposições, o FotoRio traz para o público cursos, seminários, oficinas, mesas-redondas, palestras e conferências, tornando a fotografia acessível a todos.

Sobre o Centro Cultural da Justiça Eleitoral
Inaugurado em abril de 2008, o Centro Cultural da Justiça Eleitoral – CCJE – fica na Rua Primeiro de Março, ao lado dos principais centros culturais e museus da cidade do Rio de Janeiro. No prédio projetado em 1892 para ser a agência central do Banco do Brasil (atualmente em processo de restauração) foram criados diferentes ambientes: duas salas de exposições, sala de leitura, espaços multifuncionais de dramaturgia, um centro de documentação digital e o Museu da Justiça Eleitoral. A curadoria do CCJE está a cargo da Fundação Padre Anchieta, mantenedora da Rádio e TV Cultura.
O prédio antigo se manteve sob a posse do Supremo Tribunal Federal (STF) de 1896 a 1909. Até 1946, foi temporariamente utilizado como Caixa de Conversão até que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) assumisse o local. De 1960 a 1996, o Tribunal Regional Eleitoral (TRE) assumiu o prédio que ficou fechado por 12 anos até se tornar o CCJE. Do ponto de vista arquitetônico, a edificação é uma das precursoras do estilo eclético no Brasil, combinando elementos do neoclássico e do barroco com toques de art nouveau.
Além de exposições e projetos temporários, o CCJE possui uma programação cultural fixa e gratuita ao longo do ano. Todas as quartas, às 19h10m, abriga concertos de música de câmara, com curadoria do maestro Roberto Duarte. Aos sábados, às 17h, acontecem intervenções artísticas da Cia. de Teatro Íntimo, que mesclam declamações de poesias e apresentações teatrais.
O CCJE funciona de quarta a domingo, de 12h às 19h, e possui oito educadores, estudantes ou graduados em História, que realizam visitas guiadas, contando a história do local e apresentando as exposições vigentes. A entrada é franca. O projeto Eleitor do Futuro levou, ao final de 2008, 32 escolas públicas para uma visita à exposição permanente A História do Voto.
Serviço:
FotoRio na Casa da Cidadania: “Retratos da Família Brasileira”, “Espírito Santo em Preto e Branco” e “Quando a Luz Chegar...”.
Curadoria: Milton Guran, Ana Maria Mauad e Pedro K. Vasquez.
Data: De 25 de junho a 2 de agosto.
Horário: de quarta a domingo, das 12h às 19h
Local: Centro Cultural da Justiça Eleitoral (CCJE)
Rua Primeiro de Março, 42 – Centro – Entrada franca. Telefone: 2253-7566.

Mais informações
Belém Com
Luana Paternoster luana@belemcom.com.br
Kátia Carneiro katia@belemcom.com.br
(21) 3826 2490