Cindy Sherman (EUA), Gerardo Montiel Klint (México), Robert Mapplethorpe, Gilbert & Georg (Itália e Inglaterra), Martial Cherrier (França), ORLAN (França – EUA), Pierre et Gilles (França), Tatiana Parcero (México – Argentina), Alisson Gothz, André Parente, Fernanda Magalhães, Helenbar, Luiza Burlamaqui, Rodrigo Braga, Sofia Borges, Bjorn Sterri, Duane Michals, Philippe Perrin, Pierre Molinier;
VÍDEOS DE: Alice Anderson (Grã-Bretanha) Isabelle Lévénez (França), Martial Cherrier (França), Cris Bierrenbach (Brasil), A.P. Komen & Karen Murphy (Holanda e Islândia).
Inédita e exclusiva, a exposição é fruto da parceria entre o FOTORIO 2011 e a MEP - Maison Européenne de la Photographie, de Paris, e resultado de um trabalho de garimpo levado a efeito pelos curadores Joana Mazza e Milton Guran em vários países e em diferentes eventos, ao longo dos últimos dois anos. Eu me desdobro em muitos – a autorrepresentação na fotografia contemporânea apresenta 69 obras físicas de sete artistas brasileiros e 14 estrangeiros, dentre os mais importantes autores da vanguarda da fotografia no campo da arte contemporânea no mundo. Complementam a mostra uma seleção de cinco vídeos curtos e interativos, com curadoria de Jean-Luc Monterosso, Diretor da MEP, e ainda a instalação “Estereoscopia” do carioca André Parente.
“Para chegarmos a esse conjunto de obras,”, explicam os curadores “contamos com apoio dos próprios artistas, das galerias e instituições às quais estão ligados. Selecionamos artistas seminais que dialogam no sentido contemporâneo com a autorrepresentação como os brasileiros Alisson Gothz, Helenbar, Luisa Burlamaqui, Fernanda Magalhães, Rodrigo Braga e Sofia Borges, o mexicano Gerardo Montiel Klint, a argentina Tatiana Parcero, o norueguês Bjorn Sterri e uma série de artistas europeus e norte-americanos da coleção da Maison Européenne de la Photographie, de Paris. São eles: Martial Cherrier, Gilbert & Georg, Robert Mapplethorpe, Duane Michals, Pierre Molinier, ORLAN, Philippe Perrin, Pierre & Gilles e Cindy Sherman.”
A exposição tem a autorrepresentação como proposta de realização artística. O retrato talvez seja a face mais importante da fotografia, como o foi para a pintura durante vários séculos. Ele deu um rosto, uma individualidade, para a população que, no senso comum, menciona a palavra “retrato” como sinônimo de fotografia.
Eu me desdobro em muitos – a autorrepresentação na fotografia contemporânea não deixa de tratar do tema retrato, mas vai muito mais além porque coloca no centro da discussão não apenas o autor como motivo, como nos tradicionais autorretratos, mas também como instrumento e elemento catártico de sua própria expressão. “Neste sentido”, contam os curadores “a autorrepresentação coloca-se como uma síntese da tradição do autorretrato da pintura com as modalidades de expressão surgidas ao longo do século passado, como a body art e a performance. A fotografia e o vídeo têm sido instrumento fundamental para a apresentação destes corpos-objetos”.
VÍDEOS:
"O DIÁRIO DE ALICE ANDERSON", de Alice Anderson, Grã-Bretanha (2004 ¬ 2005; 3 min.) Série de vídeos curtos e evocativos, como a poesia hai-kai japonesa, feitos a partir de cenas da sua vida cotidiana.
"DÉSIR", da série Œdésirs, de Isabelle Lévénez, França (2004; 1 min. 34 sec. em looping) A artista se coloca em cena a partir de fragmentos do seu corpo em uma banheira, numa versão moderna de Ofélia, o personagem de Shakespeare que se afoga.
"FLY OR DIE", de Martial Cherrier (França) (2008; 44 seg.) Campeão francês de fisiculturismo (bodybuilding) em 1997, o autor é também escultor de seu próprio corpo. Aqui, ele apresenta um conjunto de auto-retratos.
"IDENTIDADE", de Cris Bierrenbach, Brasil (2003; 2 min. 52 seg.) A artista faz pose diante da câmera, se maquia e corta os cabelos. Seus gestos vão ficando cada vez mais violentos, sua transformação questionando a noção de identidade, a definição do belo e as normas impostas pela sociedade.
"LOVE BITES", A.P. Komen & Karen Murphy, Holanda e Islândia (1998-9; 11 min.) Como uma telenovela, este vídeo reconstitui a difícil relação amorosa de um casal. As cenas, onde o casal de artistas representa seus próprios papéis, são inspiradas em diálogos verdadeiros escritos para a televisão e diários originais escritos pelos artistas.
O tempo de duração dos vídeos é de 19`10``.