28 milímetros/Mulheres, parte da série Women, iniciada na África, em 2008, em regiões devastadas por conflitos e guerras. Em agosto do mesmo ano, ele esteve no Rio de Janeiro para retratar as mulheres da favela e, agora, apresenta o resultado desta experiência em uma mostra que utiliza fotografia, transmissão de imagens ao vivo e elementos cenográficos. Após seis meses de portas fechadas para reformas, a Casa escolheu 28 milímetros/Mulheres para marcar sua reabertura e dar início às comemorações do Ano da França no Brasil. Espaço cultural da Secretaria de Estado de Cultura, a Casa França-Brasil retoma suas atividades com um novo perfil de programação, agora mais urbano.
Em agosto de 2008, durante quinze dias, o artista filmou e fotografou mulheres do Morro da Providência. Em seguida, colou suas imagens nas fachadas das casas do morro, brincando com vãos, portas e janelas. O resultado foi uma imensa instalação a céu aberto, formada por dezenas de fotos gigantes misturadas à paisagem da favela. Essa experiência deu origem à etapa brasileira do projeto 28 milímetros/Mulheres, que contará a história dessas “personagens reais” por meio de relatos e imagens. Suas fotografias ampliadas ocuparão as dependências da Casa e também a fachada de outros prédios e espaços públicos do Centro, como a Sala Cecília Meireles e os Arcos da Lapa, transformando o espaço urbano na extensão de uma galeria de arte.
Com recursos da Secretaria de Estado de Cultura, da Oi, da CulturesFrance e do Consulado Geral da França no Rio de Janeiro, a exposição, produzida pela Soluções Urbanas, traz ainda o relato das próprias moradoras do Morro da Providência falando de suas vidas, das suas experiências pessoais, alegrias, tristezas e sonhos. Um painel gigante com a foto dessa instalação será construído no salão principal da Casa. Nas aberturas do painel, serão colocados televisores e o visitante poderá ver e “escutar” cada uma dessas mulheres.
A montagem utilizará a tecnologia como elemento redutor das distâncias entre o morro e o asfalto. Uma casa da favela, feita de madeira e prestes a ser demolida, será desmontada e reconstruída no interior do centro cultural. Na parte interna, além de fotografias, será instalada uma câmera que transmitirá a imagem dos visitantes em tempo real para um telão instalado no Morro da Providência.
